terça-feira, 26 de junho de 2012

Dos Dias Diluidos

Um imperativo para começar.

Eu não sabia bem como começar isso tudo. Talvez devesse dizer que pode ser que tudo nem seja tanta coisa assim, já que começo sem pretenções quaisquer e já que isso começou de um trocadilho sobre um domingo quase perdido.
"Domingo, dia dos diários diluidos e da doce dor dos desiludidos."
Estou quase na quarta-feira e agora as palavras vêm se sedimentar, se deitar aqui, embora eu queira me deitar em minha cama. Os dias são todos corridos e por isso os diários diluídos. Perdoe se a reforma ortográfica sequestou os acentos do título (nos ditongos), mas para mim esses acentos são acenos de despedida. Daí os dias Desiludidos, daí essa nota insegura de tudo, como um vibrato incerto de aluno iniciante.
Pensei em ir espalhando um pouco dos dias aqui para aliviar um pouco deles em mim, em meu pensamento cansado.
Devo dizer que soo (e sou) repetitivo, cíclico. Um dia pode ser que eu explique isso tudo. Pode ser que eu entenda. Gosto do som de algumas palavras, de outras tenho medo, mas é tudo assim mesmo. Deixa estar que a gente vai desenhando o dia e a filosofia.
O que há agora é sono, como sempre há. Anda difícil escrever, mas não me importa agora.


O que há agora é
Sono e
Só.
E Sonho
Só.
Dó.


E assim abrimos os Diários Diluidos Dos Dias Desiludidos.


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